O visitante chega pelo Google procurando o horário da sua clínica. Antes de ler a primeira linha, a tela escurece: “Ganhe 10% de desconto!”. Ele procura o X, não acha no celular, volta para a busca e clica no concorrente.
Pop-up não é vilão. Bem usado, ele traz contato e venda. Mal usado, ele espanta justamente quem ia virar cliente. Este guia mostra a diferença, regra por regra.
Por que o pop-up irrita tanto
Porque ele interrompe. A pessoa chegou com uma tarefa (achar um telefone, um preço, um endereço), e a janela fica entre ela e o que veio buscar. No celular, onde ocupa a tela inteira, é pior.
O Google também pensa assim. Em Avoid intrusive interstitials and dialogs, ele pede que os sites evitem janelas que cobrem o conteúdo e recomenda, no lugar delas, banners que ocupem só uma parte pequena da tela, inclusive para pedir o cadastro na newsletter.

Quando o pop-up ajuda
Quando a oferta tem a ver com o que a pessoa está fazendo, e aparece na hora certa. O cupom de primeira compra para quem está olhando produtos numa loja virtual. O convite para receber novidades no fim de um post que a pessoa leu inteiro. O aviso de que o frete é grátis acima de um valor, para quem já tem itens no carrinho.
E quando não ajuda? Quando a oferta é a mesma em todas as páginas, para todo mundo, no primeiro segundo. Aí ela deixa de ser convite e vira pedágio.
As regras que a gente segue
Espere o visitante ler
Nada de janela no primeiro segundo. Deixe a pessoa rolar a página ou passar um tempo nela antes. Quem já leu metade do conteúdo está muito mais disposto a ouvir uma oferta.
No celular, prefira um banner pequeno
Uma faixa no rodapé da tela, que não cobre o texto, faz o mesmo convite sem tirar a pessoa do que estava fazendo. É o formato que o próprio Google sugere.
Facilite muito o fechar
Um X grande, no canto, fácil de acertar com o polegar. E feche também com a tecla Esc e com um clique fora da janela. Quem não consegue fechar não vira cliente: vira alguém irritado com a sua marca.
Uma oferta por vez
Cupom, newsletter e WhatsApp na mesma janela confundem. Escolha a oferta que faz mais sentido naquela página.
Não insista com quem fechou
Se a pessoa fechou, ela respondeu. Mostrar de novo na página seguinte é como o vendedor que volta a oferecer o mesmo produto a cada corredor da loja.
Deixe em paz quem chegou buscando informação
Páginas de contato, horários e endereço são para encontrar algo rápido. Ali, qualquer janela atrapalha mais do que vende.

O que escrever na janela
Pouco, e claro. Um título que diga o que a pessoa ganha (“10% na primeira compra”, “Receba as novidades da semana”), uma frase de apoio e um botão só. O texto do botão diz o que acontece ao clicar: “Quero o cupom” funciona melhor que “Enviar”. E o “não, obrigado” precisa ser educado. Frases como “Não, prefiro pagar mais caro” até chamam atenção, mas deixam um gosto ruim em quem só queria fechar a janela.
Como saber se está funcionando
Olhe dois números juntos: quantos contatos ou cupons o pop-up gerou, e quantas pessoas saíram do site logo depois que ele apareceu. Se os contatos sobem e as saídas também, a conta pode não fechar. Teste uma mudança por vez, por algumas semanas, e compare.
Um teste para hoje
Abra o seu site no celular, numa janela anônima, como um visitante que nunca entrou. Se alguma janela aparecer antes de você conseguir ler a primeira frase, ela está no lugar errado.
Para ir além
- 7 detalhes de design que fazem o visitante confiar no seu site: o pop-up mal feito é um dos que derrubam essa confiança.
- Formulário de contato que as pessoas preenchem: as mesmas regras de respeito valem para o formulário dentro do pop-up.
Um site que convida, sem empurrar
O design de um site não é só bonito ou feio: ele decide se o visitante encontra o que veio buscar. Na PubliCode, cada convite do site, do pop-up ao botão de WhatsApp, é pensado para a hora certa e para o celular primeiro.
Quer ajuda para revisar o seu? Converse com a gente: a primeira conversa é sem compromisso.
