O site da empresa quase sempre é aprovado no computador, na reunião, numa tela grande. E a maior parte de quem visita chega pelo celular, com uma mão, em pé, às vezes com a internet fraca. O que parecia perfeito na reunião pode estar difícil de usar onde importa.
Pegue o seu celular e faça as conferências abaixo. Leva dez minutos.
1. Abra fora do Wi-Fi
Desligue o Wi-Fi e abra o site pela internet móvel. Conte quanto tempo leva até dar para ler alguma coisa. Se você ficou esperando, o cliente também fica, e muitos não esperam.
2. Leia um parágrafo sem dar zoom
O texto precisa ser lido sem aproximar a tela. Letra miúda e cinza-claro sobre branco são as reclamações mais comuns. Se você precisou apertar os olhos, a letra está pequena ou com pouco contraste.
3. Toque em todos os botões com o polegar
Botão pequeno ou colado em outro faz a pessoa tocar no lugar errado. A diretriz de acessibilidade WCAG 2.2 pede uma área de toque de pelo menos 24 por 24 pixels, ou espaço suficiente em volta; no dia a dia, maior é melhor.

4. Preencha o formulário inteiro
Mande uma mensagem de teste pelo formulário de contato, digitando de verdade. Confira se o teclado certo aparece (o numérico no campo de telefone), se a tela não dá zoom sozinha ao tocar no campo e se a mensagem chega no seu e-mail.
5. O botão de WhatsApp não cobre nada
O botão flutuante é útil até ficar em cima do botão de comprar ou do texto. Role a página inteira e veja se ele esconde alguma coisa. Falamos disso em o botão de WhatsApp no site.
6. O menu abre, fecha e leva aonde promete
Abra o menu, toque em cada item e volte. Menu que não fecha, item que leva para página vazia ou submenu impossível de abrir com o dedo aparecem muito em site que nunca foi testado no celular.

7. Nada escorrega para o lado
Arraste a página para a direita. Se ela se mexe de lado, alguma coisa está mais larga que a tela (uma imagem, uma tabela, um vídeo). Além de feio, isso faz o texto pular enquanto a pessoa lê.
Por que o celular merece esse cuidado
O site no celular não é o site do computador encolhido. A tela é menor, o dedo é menos preciso que o mouse, a internet oscila e a atenção é dividida com tudo em volta. Uma página que funciona bem no computador pode esconder o telefone num menu, empurrar o botão de orçamento para o fim de três rolagens ou cortar a tabela de preços pela metade.
E o Google olha primeiro para a versão de celular do site na hora de decidir em que posição mostrá-lo. Um site difícil de usar no celular perde visita duas vezes: de quem desiste e de quem nem chega a encontrá-lo.
E o tablet?
Se der, repita as conferências num tablet. É a tela que mais fica esquecida: grande demais para a versão de celular, pequena demais para a de computador. Menus e colunas costumam se comportar de um jeito estranho justamente ali.
Peça ajuda a alguém de fora
Você conhece o seu site de cor, e por isso não vê os problemas dele. Entregue o celular para alguém da família ou da equipe que nunca usou o site e peça uma tarefa: “descubra o preço do serviço X e mande uma mensagem pedindo orçamento”. Fique em silêncio, só observando. Anote cada hesitação: cada uma é um ponto para corrigir.
Anote e mande para quem cuida do site
Tire um print de cada problema. É o jeito mais rápido de explicar e de conferir depois se foi corrigido. Se tudo passou, repita a conferência sempre que o site mudar.
Para ir além
- Site lento: o que fazer se a conferência 1 assustou.
- Acessibilidade no site: o que vale para o celular e para todo mundo.
Um site feito para o celular primeiro
Se a conferência encontrou mais problema do que você esperava, a gente pode olhar o site com você e dizer o que dá para corrigir e o que pede refazer. Agende uma consultoria sem compromisso
