A gente já quebrou 21 links do próprio blog com uma mudança de configuração que levou um minuto.
Foi em outubro de 2026. O formato dos endereços dos posts mudou: antes eles tinham a data no meio (/2026/10/06/nome-do-post/), depois ficaram só com o nome (/nome-do-post/). Os endereços antigos passaram a dar “página não encontrada”, e todo link que apontava para eles quebrou junto. Consertamos no dia seguinte, um a um. Se uma troca pequena faz isso, imagine a reformulação de um site inteiro. A lista abaixo é o que a gente confere antes de colocar um site novo no ar.
1. A lista de todos os endereços do site antigo
Antes de mexer em qualquer coisa, salve a lista de todas as páginas que o site tem hoje. O mapa do site (normalmente em seusite.com.br/sitemap.xml) ajuda. O guia How to move a site, do Google, começa justamente por aí: montar um mapa de cada endereço antigo para o endereço novo.
Não esqueça o que não é página. O cardápio em PDF que o restaurante mandou para o Google Maps. A tabela de preços que um parceiro linkou. A imagem que circula no WhatsApp. Tudo isso tem endereço, e tudo isso quebra.
2. Um redirecionamento para cada endereço que mudou
Redirecionamento é a placa de “mudamos para cá”: quem chega pelo endereço antigo é levado sozinho para o novo. O tipo certo é o permanente, o tal 301, que o próprio Google recomenda numa mudança de site. Sem ele, quem clica num resultado antigo da busca, num link salvo ou num post de rede social cai numa página de erro, e vai embora.

3. Os links dentro do próprio site
Menus, botões e links no meio dos textos costumam apontar para os endereços antigos. Foi o nosso caso: os 21 links quebrados eram de um post para outro, dentro do blog. Depois da mudança, clique em tudo, ou peça para alguém fazer isso por você.
4. Os títulos que já aparecem no Google
A página de serviços que traz clientes pela busca tem um título e uma descrição que o Google já conhece. Na reformulação, é comum alguém trocar esse texto “para ficar mais bonito”. Mude se houver motivo, mas sabendo o que está mexendo. Antes, veja quais páginas trazem mais visitas.
5. Os formulários e o botão do WhatsApp
É por eles que chega o cliente. Teste cada formulário, até o fim, e confira se a mensagem chegou de verdade no e-mail ou no WhatsApp da empresa. Site novo com formulário mudo é o defeito que mais demora a aparecer, porque ninguém reclama de um contato que não chegou.
6. As ferramentas de medição
Google Analytics, a tag do Google Ads e o pixel do Meta moram no código do site. Se não forem instalados de novo no site novo, as campanhas continuam rodando, mas param de medir o que trazem. Você descobre no fim do mês, com o relatório zerado.

7. O celular e a velocidade
Abra o site novo no seu celular, no 4G, e não só no computador do escritório. Imagem pesada demais e menu que não abre no telefone derrubam o resultado de qualquer reformulação bonita.
Nas primeiras semanas
A mudança não termina no dia em que o site vai ao ar. Ela termina quando o Google entende o site novo. Isso leva dias, às vezes semanas.
Nesse período, acompanhe no Search Console as páginas que aparecem como não encontradas, e crie o redirecionamento das que escaparam. E guarde uma cópia completa do site antigo até ter certeza de que nada ficou para trás.
Para ir além
- SEO para pequenas empresas: os passos para o site aparecer no Google, que a reformulação não pode desfazer.
- Manutenção de site WordPress: o que fazer depois que o site novo está no ar.
Reformulação sem perder o que já funciona
Na PubliCode, a reformulação de um site começa pela lista do que ele já tem, e não pelo layout novo. Os endereços, os redirecionamentos e as ferramentas de medição entram no plano do projeto desde o primeiro dia.
Vai reformular o site da sua empresa? Converse com a gente antes de começar: a primeira conversa é sem compromisso.
