O site está quase pronto, e falta a foto da página “Quem somos”. O prazo aperta, e alguém sugere: “pega uma do banco de imagens, ninguém vai perceber”. O leitor percebe. Talvez não saiba dizer o quê, mas aquela equipe sorridente de terno, num escritório que não é o seu, não parece a sua empresa. Porque não é.
Isso não quer dizer que foto de banco seja proibida. Cada tipo tem o seu lugar, e o erro é usar uma onde cabia a outra.
A foto própria mostra quem você é
Para tudo que é identidade da empresa, a foto própria não tem substituto: a fachada, a equipe, o ambiente, o produto que você vende. O cliente que vê o consultório de verdade antes da consulta chega mais tranquilo. Quem vê a sua equipe de verdade sabe com quem vai falar.
Ela não precisa ser cara. Um celular bom, luz natural e um pouco de cuidado resolvem a maioria das fotos de ambiente e de produto. Fotógrafo profissional vale o investimento para as fotos que vão ficar anos no site, como a da equipe e a da fachada.

O banco de imagens ilustra o que não é você
Para ilustrar um assunto, a foto de banco cumpre bem o papel: a pessoa usando o celular num post de blog, o notebook num texto sobre internet, a reunião genérica num artigo sobre vendas. Ninguém espera que seja a sua empresa ali, e a foto só ajuda a quebrar o texto.
O cuidado é com a licença. Foto achada no Google não é foto livre: a Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/1998) protege a obra fotográfica, e usar sem autorização pode render notificação e cobrança. Use bancos com licença clara, como os de licença CC0, que permitem uso comercial sem pagamento, ou bancos pagos com a licença comprada. E guarde de onde veio cada foto.
Lado a lado
| Foto própria | Banco de imagens | |
|---|---|---|
| Mostra a sua empresa | sim | não |
| Custo e tempo | maiores | menores |
| Risco de aparecer em outro site | nenhum | alto |
| Melhor para | equipe, fachada, produto, serviço | ilustrar posts e assuntos gerais |

Pessoas na foto pedem autorização
Na foto própria, o cuidado é outro: as pessoas que aparecem nela. Funcionário, cliente ou paciente fotografado para o site precisa autorizar o uso da imagem, de preferência por escrito, dizendo onde a foto vai aparecer. E quando o funcionário sai da empresa, vale combinar o que acontece com a foto dele na página da equipe.
O que o Google olha nas imagens
O guia de imagens do Google dá três dicas que valem para os dois tipos de foto. Escreva um texto alternativo que descreva o que a foto mostra, sem encher de palavra-chave. Dê ao arquivo um nome descritivo, como fachada-clinica-centro.jpg, em vez de IMG00023.jpg. E coloque a imagem perto do texto que fala dela.
O mesmo guia lembra que fotos de alta qualidade atraem mais que imagens borradas. Foto própria tremida, tirada às pressas, perde para uma boa foto de banco; o ideal é a foto própria bem feita.
Qual usar, por página
Se a página fala de quem é a empresa, como “Quem somos”, contato, serviços e produtos, use foto própria, nem que seja tirada com o celular. Se a página explica um assunto, como os posts do blog, a foto de banco com licença clara atende bem. E se você está em dúvida, faça a pergunta do começo: o cliente vai achar que esta foto é da minha empresa? Se a resposta é sim, ela precisa ser.
Para ir além
- Como fotografar produtos com o celular: o passo a passo para a foto própria sem estúdio.
- 7 detalhes de design que fazem o visitante confiar no seu site: a foto real é um deles.
Imagens que contam a sua história
A PubliCode cuida das imagens do site junto com o conteúdo: orienta a sessão de fotos da empresa, escolhe as ilustrações com licença em dia e prepara cada arquivo para o Google.
Agende uma consultoria sem compromisso e veja quais fotos do seu site precisam ser suas.
