Segundo o Baymard Institute, que pesquisa a experiência de compra on-line há anos, 9% das pessoas que desistem de uma compra citam “poucas formas de pagamento” como motivo. Outras 19% dizem que não confiaram em informar os dados do cartão no site. Os números estão na lista de motivos de abandono de carrinho do instituto, com pesquisa feita com compradores dos Estados Unidos.
No Brasil o cenário tem um ingrediente a mais, o Pix, e a pergunta de quem abre a loja virtual é sempre a mesma: preciso oferecer tudo? A resposta curta é que cada forma resolve um tipo de cliente, e cobra um preço diferente da loja.
Pix: rápido para todo mundo
O Pix, o pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, cai na conta na hora, e o pedido pode ser separado no mesmo dia. Para a loja, a vantagem é dupla: o dinheiro chega antes e o risco de contestação é bem menor que no cartão.
Onde ele aperta: o Pix é à vista. O cliente que quer parcelar uma geladeira não vai pagar no Pix, por mais que a loja ofereça. E o código precisa ter prazo e conferência automática, para o pedido não ficar parado esperando alguém olhar o extrato.
Um desconto para pagamento no Pix costuma funcionar bem, desde que a conta feche com a taxa que você deixa de pagar ao cartão.

Cartão de crédito: o parcelamento
É o que vende produto mais caro. O parcelamento sem juros é, muitas vezes, o que separa o “vou pensar” do “vou levar”. E é a forma de pagamento que o comprador acostumado com grandes lojas espera encontrar.
O preço para a loja aparece em três lugares: a taxa de cada venda, o prazo para receber (no parcelado, o dinheiro chega aos poucos, a não ser que você pague para antecipar) e o risco de contestação, quando o dono do cartão diz que não reconhece a compra.
A confiança também pesa. Aquele 19% que não quis digitar o cartão no site é um alerta: página de pagamento com cara de improviso, sem o cadeado do HTTPS, ou que joga o cliente para um endereço estranho, perde venda mesmo com a melhor oferta.
Boleto: o cliente sem cartão
O boleto ainda atende quem não tem cartão de crédito, quem prefere não usá-lo na internet e muita compra de empresa, que paga por boleto por processo interno.
O ponto fraco é o tempo. O boleto leva dias úteis para compensar, e uma parte deles nunca é paga: o cliente gera, pensa melhor, desiste. Pedido de boleto precisa de prazo de validade e de um lembrete automático antes de vencer, ou o estoque fica preso esperando dinheiro que não vem.
Lado a lado
| Pix | Cartão | Boleto | |
|---|---|---|---|
| Quando o dinheiro chega | na hora | em parcelas, salvo antecipação | dias úteis depois do pagamento |
| Parcelamento | não | sim | não |
| Risco de contestação | baixo | maior | baixo |
| Ponto de atenção | prazo do código | taxas e confiança | boleto que não é pago |

Qual oferecer, por perfil de loja
Se a sua loja vende produtos de valor baixo, como acessórios, cosméticos ou comida, comece com Pix e cartão. O boleto pode esperar.
Se vende produtos caros, como móveis, eletrônicos ou cursos, o cartão com parcelamento é obrigatório, e o Pix com desconto ajuda quem pode pagar à vista.
Se vende para outras empresas, o boleto continua importante, porque o financeiro do seu cliente muitas vezes só paga assim.
Em todos os casos, uma regra: mostre as formas de pagamento antes do checkout, na página do produto. Descobrir no último passo que não tem a forma que queria é o pior momento para o cliente descobrir.
Para ir além
- Loja virtual: 6 erros que fazem o cliente desistir da compra: os outros motivos que derrubam a venda no fim.
- As dúvidas sobre frete que travam a sua loja virtual: o outro custo que aparece no checkout.
O checkout da sua loja
A PubliCode monta lojas virtuais com o pagamento integrado do jeito que o seu cliente compra: Pix com baixa automática, cartão com parcelamento e boleto com lembrete, quando faz sentido para o seu negócio.
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