A campanha no Instagram teve 40 mil visualizações e 900 cliques. Ótimo. E quantas vendas? Se a resposta é “não sei”, falta uma peça no seu site: o Pixel da Meta.
As perguntas abaixo explicam o que ele faz, como instalar sem dor de cabeça e o cuidado que a lei pede.
O que é o Pixel da Meta?
É um trecho de código, em JavaScript, instalado no site, que avisa a Meta quando alguém que viu ou clicou no anúncio faz alguma coisa por lá. A documentação da Meta chama cada ação de evento: ver uma página, adicionar ao carrinho, comprar, enviar um formulário.
Com isso, o Gerenciador de Anúncios deixa de mostrar só cliques e passa a mostrar resultados: quantas compras ou contatos vieram de cada campanha.
Para que mais ele serve?
Para duas coisas além de medir. A primeira é criar públicos: dá para anunciar de novo para quem visitou uma página e não comprou, o famoso remarketing. A segunda é ensinar a plataforma: quando a Meta sabe quem comprou, ela procura mais gente parecida, e a campanha tende a melhorar com o tempo.
Sem o pixel, a plataforma otimiza para o que consegue ver, que costuma ser clique. E clique barato nem sempre é de quem compra.

Quais eventos eu devo medir?
Os que contam a história da venda no seu site. Numa loja virtual: ver produto, adicionar ao carrinho, iniciar pagamento e comprar, com o valor. Num site de serviço: o envio do formulário de orçamento e o clique no botão de WhatsApp.
Comece com poucos e certos. Um evento de compra disparando duas vezes, ou na página errada, bagunça mais o relatório do que não ter evento nenhum.
E a tal API de Conversões?
É o complemento do pixel. O pixel roda no navegador do visitante, e pode ser bloqueado por bloqueadores de anúncio ou pelas configurações de privacidade do aparelho. A API de Conversões manda os eventos direto do servidor do site para a Meta, sem depender do navegador.
A própria Meta recomenda usar os dois juntos, com um código de identificação em cada evento, para a plataforma não contar a mesma compra duas vezes. Muitas plataformas de loja virtual já trazem essa integração pronta.
E a LGPD, como fica?
O pixel coleta dados de navegação de quem visita o site, para fins de publicidade. Pela orientação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados no guia sobre cookies, esse tipo de coleta, que não é necessária para o site funcionar, depende do consentimento do visitante. Na prática: o pixel só deve ser carregado depois que a pessoa aceita no aviso de cookies, e ele precisa aparecer na política de privacidade.
Configurar isso direito dá trabalho uma vez e evita problema para sempre.

E se eu anuncio no Google também?
A lógica é a mesma, com outra peça: a tag do Google, que mede as conversões das campanhas do Google Ads. Os dois convivem no mesmo site sem problema. O cuidado é que cada plataforma conta a venda pelo próprio critério, e a mesma compra pode aparecer nas duas, se a pessoa viu os dois anúncios. Para saber o total real, a referência é o seu sistema de pedidos, e não a soma dos painéis.
Como eu sei se está funcionando?
A Meta tem uma extensão de navegador e um painel de eventos que mostram, em tempo real, o que o pixel está recebendo. Faça uma compra ou um pedido de teste e veja se o evento aparece uma vez, com o valor certo. Repita sempre que o site mudar, porque site reformulado sem o pixel reinstalado é campanha voando às cegas.
Para ir além
- CPC, CTR e CPA: como ler os números que o pixel passa a mostrar.
- Política de privacidade e cookies: onde o pixel precisa aparecer.
Anúncios que mostram o que vendem
Nas campanhas da PubliCode, o pixel e a API de Conversões são configurados e testados antes do primeiro real investido, junto com o aviso de cookies que controla quando eles rodam.
Quer saber se os seus anúncios estão medindo as vendas? Converse com a gente: a primeira conversa é sem compromisso.
