O vídeo rodando no fundo da página inicial é um dos pedidos mais comuns em reunião de site novo. E a nossa resposta, quase sempre, é tentar convencer o cliente do contrário. Na maioria dos sites de empresa, o vídeo no topo atrapalha mais do que ajuda.
Não é implicância com vídeo. É com o lugar.
Ele pesa onde o cliente está
Um vídeo de fundo, mesmo curto e comprimido, costuma ser o maior arquivo da página. No computador do escritório, com internet boa, ele abre bonito. No celular, na internet móvel, o visitante vê uma tela parada ou um fundo escuro esperando carregar, justamente no primeiro segundo, que é quando ele decide se fica.
E a maior parte das visitas de um site de empresa chega pelo celular.
Ele compete com a mensagem
O topo da página tem uma tarefa: dizer em poucos segundos o que a empresa faz e qual o próximo passo. Um vídeo em movimento atrás do texto puxa o olho para ele. O título fica difícil de ler sobre imagem que muda, e o botão de contato vira detalhe.

Ele incomoda uma parte das pessoas
Movimento que começa sozinho e não para é um problema para quem tem sensibilidade a movimento ou dificuldade de concentração. A diretriz de acessibilidade WCAG pede que conteúdo em movimento que começa sozinho e dura mais de cinco segundos tenha um jeito de pausar. A maioria dos vídeos de fundo não tem.
O melhor argumento a favor
“O vídeo mostra o que uma foto não mostra.” É verdade, e é o argumento que a gente respeita. Um restaurante, um hotel, uma academia, um espaço de eventos: para esses, o ambiente é o produto, e o movimento vende. Mesmo assim, há um jeito melhor de usar: uma foto forte no topo e o vídeo logo abaixo, com botão de play, para quem quiser ver. Quem dá play já está interessado, e vê o vídeo inteiro, com som.

E o celular paga a conta
Um detalhe que pouca gente lembra: o vídeo de fundo consome o pacote de dados de quem visita. Para o cliente com plano limitado, abrir o seu site gasta dados num vídeo que ele nem pediu para ver. Muitos navegadores de celular ainda bloqueiam a reprodução automática no modo de economia de dados, e aí o visitante vê só um retângulo vazio.
O que funciona no lugar
Uma fotografia forte, real e bem escolhida faz quase tudo o que o vídeo de fundo prometia, pesando uma fração dele. Para uma clínica, a recepção com luz natural; para uma loja, o produto em uso; para um restaurante, o prato principal saindo da cozinha. Sobre a foto, uma frase clara e um botão.
Se o movimento é importante para a marca, ele pode aparecer em pontos menores: um vídeo curto na seção de serviços, uma animação discreta num ícone. O topo da página fica livre para o que precisa ser entendido primeiro.
Como saber se o vídeo está atrapalhando
Abra o site no celular, fora do Wi-Fi, e conte quanto tempo leva até aparecer o título. Se você ficou olhando uma tela escura ou parada, o vídeo está cobrando caro. Ferramentas gratuitas de medição de velocidade, como o PageSpeed Insights do Google, mostram o mesmo em números e costumam apontar o vídeo entre os maiores arquivos.
Se o vídeo ficar no topo
Algumas condições para ele não estragar a página: curto (poucos segundos, em repetição), sem som, bem comprimido, com uma imagem estática no lugar no celular, um botão de pausa e o texto sobre uma faixa que garanta a leitura. Se o site não consegue cumprir essas condições, o vídeo não deveria estar ali.
Para ir além
- Site lento: o vídeo no topo é um dos suspeitos de sempre.
- 7 conferências do seu site no celular: o teste que mostra o efeito do vídeo.
A página inicial que segura o visitante
Se a sua página inicial tem vídeo no topo e você nunca mediu o efeito dele, a gente pode olhar junto e mostrar como ela carrega no celular. Converse com a gente
